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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sete de Agosto de 2011

Não queria que fosse tão difícil escrever e definir como me sinto, mas acontece que me perdi e não sei onde me encontrar… 

Escuta

Decidi escrever-lhe palavras, logo mudei de idéia.

Fui acometida pelo medo de dizer e não ser ouvida.

Nomes

Quando acontece…

Ah! Triste é o tormento, mesmo que feliz, dos apaixonados! O amar, o desamar e, novamente, amar! Se houvesse solução deixaria de ser prazeroso. Toda a dificuldade, obstáculos, amontoado de coisas que surgem e desaparecem aos olhos de quem ama como que num piscar.

Posso piscar enquanto olho pra você? É sempre como perder um mínimo segundo seu… Um segundo em que se encontram atos singelos, sinais de reciprocidade… Prefiro não piscar, não respirar, não desviar a atenção!

Se pudesse deixaria de fazê-los sempre que estivesse ao seu lado!

Olhar pra você, ora a distância, ora de perto… e imaginar tudo o que se passa na sua cabeça, seus segredos, suas vontades. Injusto! Não existe medida que torne possível quantificar o quanto é injusto não saber tudo o que se passa em seus pensamentos.

E é justo que você tenha me pego de surpresa desse modo?

Justo. Sim, justo! Por mais que lute, relute e, novamente, lute… Haverá ainda você e tudo o que sinto com relação a isso. Sentimentos que me levam longe, muito longe do que jamais ousei ir. Sem medo, sem receio, eles são substituídos por um sentimento de proteção.

Amor, apreço, paixão, confiança. Qualquer substantivo que eu use para nomear não nomeará corretamente.

Uma vez nomeado deixa de ser infinito, para sempre…

E ‘isso’, isso tudo, é infinito no ínfimo, é para sempre no crescente fim do tempo. Não tem tamanho, não tem medida, deixa de ser necessário quantificar e qualificar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O presente.

Pensei em algo precioso, algo de valor incalculável… Talvez se eu pudesse pensar e entender com clareza cada pensamento, quem sabe assim eu encontrasse algo que realmente lhe agradasse.

Um  pouco de felicidade, de amor, carinho… Um abraço.

Os dias se vão para não voltar e, enquanto isso, eu contabilizo os dias sem poder olhar-te nos olhos e sentir aquilo que só você me faz sentir. Repito constantemente aquela mesma frase que lhe escrevi e que lhe disse uma porção de vezes…

“Cada dia a mais é um dia a menos”

Cada dia a mais, cada dia a menos… Passa tão depressa e eu, equivocadamente, no auge de toda o meu encantamento e inconseqüência, acreditei passar tão devagar. Ah! Antes fosse…

Lhe escrevi uma ou duas cartas nas últimas semanas, não as enviei ainda, talvez chegue a lhe entregar pessoalmente agora que já quase resta uma semana até o momento do nosso reencontro.

Um presente, algo de precioso que fique marcado, que lhe guarde em um momento que de alguma forma não se perca. Procuro palavras para isso, palavras que possam reunir tudo em algo que dure todo o tempo.

Então… para lhe guardar comigo, por um instante, por todo o tempo, tento buscar em minhas palavras, as quais tenho um apreço que não pode ser medido, algo que sirva como o maior presente que eu poderia dar a alguém.

Não costumo dar palavras, não costumo embrulha-las e entrega-las às pessoas. Não a todas.

Mas você… Quero desesperadamente achar as palavras certas.

Embrulha-las, coloca-las embaixo do seu travesseiro com um pequeno bilhete dizendo aquelas outras duas…

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A fuga da lembrança

Num dia você acorda, posiciona suas mãos diante do seu rosto, palmas, costas, repetidamente... Não consegue acreditar naquilo que vê. Você desperta para a realidade. Observa a imagem no espelho descabelada, olhos inchados, sono. Numa tentativa desesperada tenta apegar-se ao último suspiro do sonho que tinha, deita, fecha os olhos com força. pensa, lembra, simula. Volte a sonhar, volte a sonhar. O tempo passa por volta de cinco, dez minutos você abre os olhos novamente, sabendo o que te aguarda. De nada adiantaram os minutinhos de sono não recuperados, mas nem por isso você deixa de tentar dia após dia. O sonho fica então distante, tão distante, quase impossível tentar relembrar aqueles traços, aquelas vozes.
A hora de acordar nem sempre é agradável.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Presença

Baixei minhas guardas há muito tempo,

Eu estou aqui, você não vê?

Mesmo quando você acreditou ter se livrado de mim, sempre estive aqui.

Eu só… Deixei de lutar contra o inevitável, por que raios eu faria isso?

Por você.

Não sou sozinha, nem você o é. Nunca será.

Eu estou aqui, você não escuta?

Minha voz é fraca, você não me escuta como antigamente…

Qual o problema em ouvir?

Juro que não vou me opor, não dessa vez.

Eu estou aqui, eu estou aqui, eu estou aqui…

Você não sente?